Soberana, por Isabela (Aurora)
Vou me levantar do meu destino
A
prumo irei caminhar sem pensar, sem escrutínio, embora
Um
cambaleante sentimento me faz tropeçar nessa Aurora
E
nada me preenche a alma a não ser você em meu estreito íntimo agora
Nas
catedrais confesso os pecados que elaborei rindo
E
todos os corações que deixei à míngua, sozinho
Mas
fui roubada na noite sem esperar que haveria de ti um olhar direto
Que
me consumiu toda, plena, louca, do jeito que quero
Fui
furtiva aos planos que me levariam longe daqui
Deixei
para trás romances escritos em poesias juvenis
Mas
não neguei o amor proibido, escondido, daqueles que mais
Levam a Mulher a aspirar a paixão, o coração, e diversos outros ais
Senti
tua pele em profundo êxtase em minha metafísica
Compreendi
tua biologia, tua magia, os mecanismos da tua física
Nesse
momento perdi a razão, o cérebro, a compreensão
E
ganhei o mundo, o infinito, os livros, tudo que me faz Mulher, então
Corro
direto para esse itinerário que eleva o meu feminino
Grito
intensamente no estridente das escolhas, distante do ninho
Posto
agora as leis que regerão a vida de nós
E
entrego na hora todo o segredo que me impulsiona a ser feroz
Coroo
a ti, o meu Rei, meu Déspota, minha Alegria
Deixo
para trás meu Reino, meus territórios, minha sina
Elejo
a você o governo, o desgoverno, a ideologia que veneras
Porque em ti serei sempre a Menina, a Rainha, a Coroada que te leva



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